Sunday, July 13, 2008

BANCO ALIMENTAR DO OESTE



A campanha na região do Oeste recolheu mais de
quinze toneladas de alimentos

Banco Alimentar do Oeste

O Banco Alimentar do Oeste, (BAO), sedeado nas Caldas da Rainha, numa campanha inédita no país, recolheu produtos frescos nas freguesias consideradas rurais e obteve uma impressionante ajuda de batatas, cebolas, maçãs, cenouras, alfaces, couves e outros produtos frescos, vindos directamente do produtor.

Depois de uma experiência durante a campanha de Dezembro em Santa Catarina, o BAO estendeu a recolha directa de bens alimentos junto das populações no Vimeiro em Alcobaça, Pó no Bombarral, Nadadouro e Santa Catarina em Caldas da Rainha, Gaeiras e Olho Marinho em Óbidos e Atouguia da Baleia em Peniche.

Para Ana Bessa, presidente do BAO, esta recolha próximo das populações “é criar uma cadeia de solidariedade, quanto mais alargada melhor e por isso fomos para a freguesia de Santa Catarina e colocamos um carro e convidamos a população que não se desloca às grandes superfícies e aos nosso locais de recolha, de darem aquilo que tem”.

“Obtivemos uma experiência recompensadora porque recebemos ervilhas, batatas, maçãs, cebolas, alfaces, couves. Como correu tão bem e sentimos que as pessoas se sentiram importantes e tiveram pena de não se preparar mais cedo, agora alargamos a mais freguesia e a mais concelhos e conseguimos recolher ainda mais produtos frescos”, explicou.

“Os voluntários vêm muito motivados destas freguesias, apesar de haver aí também algumas pessoas carenciadas. As pessoas dão aquilo que tem para ajudar. Dão o produto do seu cultivo e por isso há sempre uma motivação extra nesta recolha nas freguesias rurais”, descreveu Ana Bessa.

O BAO esteve em 44 superfícies comerciais de grande, média e pequena dimensão, nos seis concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Óbidos, Nazaré e Peniche, já que distribui os géneros recolhidos apenas nos concelhos onde os recolhe.

“Há dois anos começamos apenas nos concelhos de Caldas e Óbidos, mas os nossos objectivos era mobilizar toda a população do Oeste para que conhecesse o nosso trabalho e começasse a contribuir, porque há muitas instituições para distribuir os alimentos”, daí agora serem seis concelhos a envolverem-se nas campanhas.

“A tendência, infelizmente, é para crescer” a ajuda na distribuição de géneros alimentares a instituições que depois dão às famílias carenciadas, declarou também a presidente do BAO.

Ana Bessa, tem também o objectivo de “abranger a mais concelhos, nomeadamente Cadaval e Lourinhã”, até porque tem “pedidos de instituições destes dois concelhos” para a recepção de géneros e por isso está no horizonte colocar pontos de recolha nestes dois concelhos, já no distrito de Lisboa, mas na área geográfica do Oeste.

A campanha do BAO, na região do Oeste, mobilizou cerca de 900 voluntários, distribuídos pelas equipas junto das superfícies comerciais, pela equipa que procedeu à pesagem, separação e arrumação no armazém e pelas equipas que asseguraram os transportes dos bens alimentares recolhidos. Foi ainda possível contar com o apoio de numerosas instituições, empresas e pessoas individuais em todas estas operações.

O BAO, na região do Oeste, recolheu mais de quinze toneladas de alimentos. Note-se que nas campanhas anteriores haviam sido recolhidos 56.258 quilos (Dezembro/2007) e 51.310 quilos (Maio/2007), verifica-se, portanto, “uma tendência para a manutenção e consolidação de adesão e carinho das pessoas a esta iniciativa de solidariedade e apoio aos mais carenciados”.

O produto desta campanha, será distribuído nos seis concelhos, de forma regular, a pessoas com carências alimentares comprovadas através de Grupos/Instituições de Solidariedade Social previamente seleccionadas e acompanhadas ao longo de todo o ano por voluntários visitadores dos Bancos Alimentares. “Este modelo de intervenção permite uma grande proximidade entre quem dá e quem recebe e permite o desenvolvimento de um trabalho de inclusão social que vai para além do mero assistencialismo”, salientam.

Das 34 instituições onde os bens angariados nas diversas campanhas, destaque para cinco se situarem em Alcobaça, três no Bombarral, treze no concelho de Caldas da Rainha, quatro na Nazaré, seis em Óbidos e três instituições em Peniche.

Só no ano de 2007, o BAO distribuiu 288.235 quilos de alimentos, tendo beneficiado da sua acção 4.302 pessoas, das quais 836 são crianças, comprovadamente carenciadas.

A nível nacional, foram distribuídas 19.919 toneladas de alimentos, dos quais beneficiaram 232 mil pessoas. Em média, foram distribuídas 79,7 toneladas por cada dia útil. O valor global estimado dos produtos alimentares distribuídos pelos Bancos Alimentares em todo o país, em 2007, equivale a 25.955 milhões de euros.


A Conferencia de S.Vicente de Paulo, delegação do Banco Alimentar do Oeste, distribui alimentos todos os meses, no primeiro Sábado. De momento, temos 73 familias inscritas, que atinge um universo de cerca de 300 pessoas entre adultos e crianças.
Para conhecimento geral, a inscrição é sujeita a uma avaliação pormenorizada e só é aceite se o agregado familiar auferir mensalmente menos ou até ao valor do ordenado minimo nacional. São tidas em conta as receitas e as despesas da familia e só depois de tudo isso é que é dada a pernissão. É triste ouvirem-se vozes por cá dizerem que os alimentos só saõ dados a quem não precisa, que é sempre aos mesmos, que só é dado a quem a direção da conferencia quer, enfim... uma tristeza de comentários! Antes de o fazer, informem-se! O agragado familiar tem de apresentar toda uma série de documentação e deixar fotocópias por exemplo, do recibo de ordenado, do IRS, da renda da casa, enfim, trabalha-se a sério.
O ultimo comentário popular é que as pessoas até vão de carro buscar os alimentos, mas o que as pessoas não sabem é que temos ums grande equipa de colaboradores que nesse dia, leva no seu carro os alimentos para ir distribuir às familias que vivem mais longe, como por exemplo os Medros e o Bairro Social. Enfim, não dá mesmo para dar ouvidos... É só o falar por falar, porque estas pessoas que só dizem disparates, podiam tentar ser diferentes e até ajudarem, pois muitas vezes faltam braços...

Amigos aqui fica um grande abraço e um pedido de desculpas pela ausencia nas visitas. Continuo com a vida bastante atribulada e a minha mãe requer muito a minha companhia devido ao seu problema de saude. Mas, graças a Deus, tudo vai caminhando... Não é por não deixar comentários que não vos adoro!
Obrigada amigos por passarem aqui e ..... até breve!

11 Comments:

Blogger São said...

Espero que tudo (te) corra bem, especialmente com tua mãe.
Um abraço bem grande.

5:40 AM  
Anonymous Paulo Fonseca said...

Cara Amiga,

Desejo tambem as melhoras da mãe.
Sobre o post, sei que a Fundação em tempos colaborou com esta iniciativa, ainda o faz ?

Um abraço,
Paulo Fonseca

3:54 AM  
Blogger aramis said...

Ai amigo Paulo, nem me fales da Fundação.... neste momento funciona só para quem tem dinheiro e não tem qualquer tipo de iniciativa para os mais carenciados.
Unicamente, por falta de espaço a Junta de Freguesia pediu-lhes para serem eles a receber alimentos que vem da CEE 2 vezes no ano, para os moradores que constam numa listagem da seg. social.
Un destes dias vou fazer um artigo no meu blog sobre a Fundação. É uma verdadeira vergonha meu amigo Paulo...
Um abraço para ti,

9:51 AM  
Blogger São said...

Vim desejar boa semana e que tudo esteja a corre o melhor possível.
Abraço.

5:02 PM  
Anonymous Paulo Fonseca said...

Cara amiga,

Como julgo que sabe fui nomeado pelo Sr governador civil de Leiria para a Administração da Fundação. Logo nas primeiras reuniões tentei inteirar-me dessa e de outras questões que a população não percebe em relação a esta grande instituição que foi deixada pelo fundador a bem da terra. Esta minha atitude de trabalhar para tentar resolver os problemas valeu-me deixar de ser convocado para as reuniões de administração, já lá vai ano e meio.
Tenho vindo a altertar as instituições competentes para esta ilegalidade. Conto em breve tomar uma posição pública no sentido de contribuir para resolver a situação da fundação a nivel adimistrativo e que com isso volte a ser um parceiro social em S. Martinho.

Sempre a considerá-la, um abraço,
Paulo Fonseca

12:56 AM  
Blogger São said...

Que esta semana te seja agradável, linda!
Beijinhos.

10:24 AM  
Blogger aramis said...

Amigo Paulo,
Imagino a situação por que estás a passar...
Gostava de tomar um café contigo, pois neste momento sobre a Fundação ha muito que se lhe diga. Por exemplo agora na admissão das crianças para o proximo ano lectivo, tivemos pais a vir ter connosco sem saber o que fazer. Acontece por exemplo num caso, em que o miudo estava inscrito ha 5 meses para a sala dos 2 anos e foi dito aos pais que depois contactariam. Telefonaram e eles foram lá. A noticia foi: o seu filho não pode entrar não tem vaga!
Temos conhecimento de uma outra inscrição feita ha um mês e os pais foram chamados e o miudo vai entrar em Setembro. Sabes qual a diferença? Tudo uma questão de dinheiro... Ou seja, os pais do primeiro, só o pai trabalha e recebe ordenado minimo, no segundo caso, trabalham os dois e recebem uma média de 600 euros cada um. Portanto a mensalidade é maior!!!
Amigo, isto repete-se todos os anos e depois, os que precisam mais pois sem os miudos estarem na Fundação as mães não podem ir trabalhar para tomar conta deles, aparecem-nos aflitos sem saber o que fazer. Claro que já não é a primeira vez que recorro a Famalicão onde sou recebida com dignidade e onde não podem ter mais boa vontade sobretudo quando percebem que os pais tem carencias económicas. O resultado, para veres como funcionam, é que consegui colocar lá o miudo e vai ter a carrinha a transportá-lo.
Paulo, isto tem de levar um caminho, depois falamos...
Um abraço amigo,

9:42 AM  
Blogger António Inglês said...

Viva minha amiga Aramis


Cá volto ao teu convívio e vejo que continuas não só empenhada como activa nas tuas lutas tão meritórias e nobres. Sei da fibra de que és feita e por isso te envio os meus parabéns, coisa que nem precisaria de fazer pois sabes bem em que conta te tenho.
Vou intrometer-me neste diálogo sobre a Fundação claro.
Desculpem lá mas tem de ser. A nossa Fundação está como muitas outras organizações e instituições deste país, ou seja, com uma gestão que toda a gente desconhece e quando os seus responsáveis são chamados a prestar contas, ninguém os ouve falar pois as "panelinhas" para por lá se manterem são mais que muitas. Ninguém percebe porquê, nem o que se receia quando as populações dizem claramente que eles não servem e que a gestão que defendem não é compatível com a Instituição que defendem.
Razão tem o Engº Cravinho nas recentes declarações que fez e que me levam a crer que estamos todos a andar ao contrário.
Ele tem razão quando diz que está apreensivo com um país que distingue, com prémios e subsídios, gestores que se comprova não apresentam os resultados mais adequados.
No caso presente da nossa Fundação, não se tratará da gestão financeira, pois dessa como ninguém a conhece também não a podemos criticar ou elogiar. Trata-se apenas da gestão social pois a nossa Fundação foi criada e doada à Freguesia por forma a ajudar os mais desfavorecidos e carenciados da população local.
Como se ouve dizer que o seu Presidente afirma que a Instituição não é a Misericórdia, é fácil compreender e entender como situações como aquela desse menino que contas.
Já te tinha dito que em Famalicão as coisas eram diferentes e para acrescentar mais qualquer coisa te direi que por lá andam, não um mas vários filhos de São Martinho que na nossa terra não tiveram lugar.
Triste fado o desta terra, onde os "amigos" são preferidos e privilegiados, valendo a amizade mais que a competência.
Isto somos nós por aqui a falar, pois se calhar quem os mete lá, dá-lhes primeiro a "táctica" e dessa forma a responsabilidade será seguramente repartida.
Quanto ao meu amigo Paulo Fonseca, sei as dificuldades por que tem passado nesta cruzada que tem levado a cabo, mas penso que está na hora de dar a pedrada no charco, sob pena de o tempo o envolver neste pacote de administradores acomodados.
Fico admirado e surpreso com alguns responsáveis que têm a faca e o queijo na mão, como se diz entre o povo, pois que mesmo tendo vindo a ser avisados sobre tudo o que se passa na Fundação, não agem, nem sequer novas "nomeações" são feitas mesmo depois de ter já passado muito tempo sobre o limite deste último ou últimos mandatos, porque será?
Mas meus caros, só mesmo quem não quer ver é que continua a acreditar em quem nos faz promessas, até porque São Martinho assistiu nos últimos tempos à derrocada de alguns sonhos que a população acalentava e já ninguém mais falou no assunto.
O Centro de Saúde que já não pode ser colocado nas instalações que técnicos de Saúde de Leiria aprovaram mas que o Ministério da Saúde acabou por reprovar, e o povo , em especial os idosos, as crianças e as grávidas,lá vão continuando a subir como podem, as velhas e inadequadas instalações do actual Centro.
Seria interessante saber porque razão o Ministério reprovou o projecto, que segundo se ouve terá sido pela localização, e quem lhe terá feito chegar ao ouvido a informação da má localização das instalações então aprovadas. Terá sido algum daqueles que apregoam aos ventos que defendem e querem o bem de São Martinho? Fico muito curioso...
O célebre e muito badalado Espaço Comercial que iria abrir em São Martinho até este Verão, (que entrou na recta final), e que traria postos de trabalhos e dele nem novas nem mandadas. Espaço que levou membros do executivo camarário a conferenciar com os órgãos autárquicos locais por forma a ser encontrada uma plataforma de entendimento para que nada viesse a falhar.
Este era um projecto privado bem sei, mas a verdade é que ficou apenas no projecto ou então adiado...
O campo de golfe, que tanta tinta fez correr e que traria à terra um enorme desenvolvimento turístico de qualidade, com postos de trabalho também em abono da população, não foi contemplado no PROT-OVT.
Já nem vou falar em algumas outras obras prometidas porque iria aumentar o "rosário de contas"
Enfim, às vezes parece que por mais que façamos as coisas não querem mesmo...
Valha-nos a satisfação de que estamos a começar a gatinhar na animação de Verão, agora com Concertos na nossa Baía. Vi recentemente uma "charrete" que oferece passeios pela zona e se a vista não me enganou também vi um comboio turístico que dará um cunho bem mais interessante à Vila.
Boas novas para a localidade finalmente.
Um abraço aos dois e desculpem lá o desabafo.
António

1:01 AM  
Blogger elvira carvalho said...

Estou voltando aos poucos a visitar os amigos.
Peço desculpa de não ler o post, mas é demasiado longo para mim agora.
Bom fim de semana
Um abraço

2:14 PM  
Blogger São said...

Feliz domingo.

7:29 AM  
Blogger Sophiamar said...

O Banco Alimentar do Algarve foi um sucesso.A Solidariedade, afinal, não está de férias. Bem hajam, aqueles que contribuíram.
Continuo de férias, pouco ligada à net, mas venho desejar-te um bom fim de semana. Do meu mar e da minha serra envio-te beijinhos e um abraço amigo.

7:24 AM  

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